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Projeto Final

dezembro 12, 2016

ESCRITA COLABORATIVA.

PROJETO DE CURSO.

ABORDAGENS ESPECIAIS EM LÍNGUA, LITERATURA,

CULTURA DIGITAL E ENSINO.

 

Nome do Curso:

Escrita Colaborativa on line.

 

Características:

O projeto deste curso tem como principais características a interação virtual e a utilização dos recursos tecnológicos aplicados em práticas educativas.

 

 

Forma de Oferta:

 

O curso será ofertado na modalidade on line, visando explorar a disponibilidade e o nível de comprometimento que o aluno mobiliza para o bom cumprimento das atividades.

 

 

Tempo de duração:

 

Um bimestre com sessões on line de cinquenta minutos duas vezes por semana e mudança de texto quinzenal com a complexificação da atividade

 

Carga Horária Total:

 

Dezesseis aulas de cinquenta minutos. Total de oitocentos minutos.

 

 

Público:

 

Alunos do Ensino Médio.

 

 

Justificativa da Oferta do Curso:

 

Proporcionar aos alunos o desenvolvimento de escrita criativa e colaborativa utilizando recursos tecnológicos; absorver a dinâmica dos ambientes virtuais como possibilidade de ação educativa; auxiliar nos processos de escritura e leitura em práticas compartilhadas, proporcionar experiência difusa e abrangente acerca de autoria.

 

 

Objetivos:

 

Ampliar a relação dos alunos com o texto literário; introduzí-los em atividades de escrita criativa; aproximá-los de textos canônicos; torná-los conscientes da materialidade da escrita; incentivar a prática da escrita autoral; proporcionar experiências críticas e coletivas.

 

 

Projeto Político Pedagógico:

 

A atividade proposta tem a função de proporcionar uma experiência inovadora diante da inserção das novas tecnologias nos espaços educacionais. Através da prática e ajustes contínuos, será possível colher dados e elaborar hipóteses sobre a integração destes recursos nas atividades educativas do século vinte e um.

Atualmente, as conexões on line e os recursos disponíveis na internet permitem ampliar de forma desmesurada o alcance da ação educativa. Cabe aos profissionais da área da educação explorar novos processos de mobilização e de desenvolvimento das capacidades dos seus alunos. A atividade exploratória, a pesquisa e mesmo as relações mais triviais estão sendo modificadas pela simples presença dos dispositivos tecnológicos, logo se faz necessário incorporar, de modo produtivo e positivo, como elemento de integração e ferramenta de desenvolvimento para que os alunos se percebam inseridos num recorte próximo a realidade.

A aula precisa alcançar a dimensão do mundo e todos os pressupostos pedagógicos devem acompanhá-la nesta direção. As interações estão cada vez mais virtualizadas, a presença e a autoria não podem mais ser definidas por modelos anacrônicos; portanto, é crucial reposicionar as metas educacionais de modo que elas possam explorar e participar da nova dinâmica que vem se estabelecendo em toda sociedade.

A revisão do modelo educacional é também a revisão do indivíduo na sua capacidade de existir e modificar o mundo. As inúmeras leituras que podem ser feitas da realidade devem estar calcadas no pensamento crítico daquele que elabora a constituição do real, conhece a causalidade e valoriza a experência. O mundo continua dentro da matriz da exploração da desigualdade e apenas a lucidez e o domínio de si podem promover alguma mudança neste sentido.

A educação deve se libertar da alienação utilitária do ideário capitalista para existir no domínio da autonomia responsável, a leitura deve se converter na leitura do mundo e a escrita na escrita de si.

Este projeto vai propiciar a interação de silêncios e vozes, na construção de uma escrita transversal que sobre um texto dado se insurge sobre domínio e autoria. O canone será frequentado como fonte e matéria de contágio, convocando o olhar crítico como modo de tocar a realidade. A natureza coletiva da atividade proporcionará a interação e a consciência da alteridade, tão necessária na atualidade.

A proposta está baseada na prática e no desenvolvimento contínuo da atividade de escrita e leitura, tal proposição se justifica no exercício continuado e de complexidade crescente que pretende tornar o aluno consciente do trabalho com a escrita e da necessidade de explorar os recursos que lhes serão apresentados em cada etapa da atividade. A proposição de exploração prática encaminha a atividade para a relação intuitiva com as ferramentas e dispositivos, tal como ocorre nas situações cotidianas, no que se refere a integração da tecnologia ao cotidiano das pessoas.

A utilização dos recursos tecnológicos para trabalhar, de forma cooperativa, com os textos literários aproxima a dinâmica da escola ao universo das redes sociais, onde os hipertextos se entrecruzam produzindo uma infinidade de relações e sentidos. A carga produzida pelas interações entre indivíduos, a oferta inesgotável de conteúdos e ferramentas, os múltiplos ambientes com suas vocações específicas precisam chegar aos currículos e aos projetos políticos pedagógicos como instância de atualização e enfrentamento da nova realidade que vai se inserindo nas práticas educacionais.

A necessidade de descrever esta nova realidade exige também uma nova escrita e a leitura dos múltiplos textos que se entrecruzam em contexto e relação, precisam estar aberto a todas as chaves de leitura que esta realidade permite.

 

 

Avaliação:

 

A avaliação se dará por duas vias, no primeiro momento o professor deverá verificar o cumprimento da proposta, se o conceito para a atividade foi desenvolvido e se a paráfrase produzida preenche aos pressupostos solicitados. Na outra etapa da avaliação os alunos avaliam e comentam a atividade realizada, pontuando responsabilidades, situando as intervenções e qualificando mediante nota a ação de cada participante.

A nota final será obtida pela média entre as notas do aluno e do professor.

 

 

Recursos Necessários:

 

Computadores com acesso à Internet para todos, contas Google + ou Wikispace, uma antologia de contos que possa fornecer os textos-base.

 

 

Atividades:

 

 

Apresentação da atividade através de um tutorial; composição dos grupos de trabalho; dados preliminares sobre o texto de trabalho escolhido (tema, autoria, contexto); escolha dos fragmentos a serem substituidos; indicação das possibilidades a serem exploradas; apresentação da produção dos elementos do grupo, escolha do elemento textual que melhor atenda a indicação apresentada; avaliação do resultado.

A atividade é progressiva e busca aumentar o nível de complexidade da paráfrase, na iteração é importante o mediador explorar os conceitos de citação, intertextualidade e paráfrase de modo possibilitar a diferenciação por parte dos alunos.

 

 

Metodologia:

 

Constituir grupos de cinco participantes e criar nos aplicativos citados documentos compartilhados para que possam, dentre os fragmentos escolhidos, modificar a narrativa. Instruir e mediar a produção dos textos e auxiliar no debate quanto as etapas referentes ao processo.

Orientar a escolha do texto base, em consonância com o nível dos alunos, e monitorar os prazos para realização da tarefa.

 

 

 

 

Bibliografia:

SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson De Lucca. (Org.) Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas políticas públicas. – 1. ed., 1 imp. – Salvador: Edufba; São Paulo: Casa da Cultura Digital. 2012.
KLEIMAN, Ângela, Oficina de Leitura Teoria e Prática, 15ª Edição, Campinas, São Paulo. 2013.

 

MICHELETTI, Guaraciaba. Leitura e Construção do Real. 3ª Edição – São Paulo: Cortez, 2002.

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Escrita Colaborativa.

dezembro 11, 2016

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