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No princípio.

novembro 11, 2009

Confronto o nada e sigo o rumo vago
Andei perdido em mim sem voz nem verso
E quando o canto escapa e soa incerto,

Num tal silêncio torpe, torto e grave
Procuro na palavra o que me cabe
Do grito bruto e falho que desvendo.

A rima frágil brota, aflora e estanca,
Em contra ponto, a voz encanta o senso,
Enquanto o canto segue delicado.

Em vão prometo trégua pro cansaço,
Porém escrevo forte, claro e tenso;
Do jeito incerto o verso surge exato.

A mão sem culpa arrisca, que nem penso
Um verso seco pesa feito chumbo
A pedra solta corta meu caminho,

Agora Minas fica muito perto
Recife pulsa e brilha num repente
Num verso claro feito água ardente.

A fibra vibra farta que alucina
No povo vivo, Severina gente,
Enfim renasce forte como sina.

Na voz que brota limpa contra o fado
Acorda o mundo, alcança a foz do verso
Da voz divina a lira fez-se o verbo.

Dudu Oliveira.

One comment

  1. Dudu, o Xico Santos recomendou seus textos e vim conferir… gostaria de publica-lo no blog do Eita! sarau de arte que organizo em São Paulo. Você permite? se quiser faça uma visita para conhecer… http://www.eitasarau.wordpress.com Espero tua resposta. Abraço da Marise



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